Síndrome de Peter Pan: tudo o que você precisa saber

Por João
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Síndrome de Peter Pan: tudo o que você precisa saber

Neste artigo você acompanha tudo o que precisa saber sobre a síndrome de Peter Pan. 

O comportamento humano, suas perspectivas perante a sociedade, suas vivências e principalmente posicionamento enquanto ser social, podem acarretar algumas visões e desempenhos que são diferentemente caracterizadas, em um destaque quando comparado com outros indivíduos, os seus semelhantes (que mesmo enquanto divergentes, possuem um contexto de posicionamentos e responsabilidades semelhantes em sociedade). 

Especialistas na área da mente humana, comportamento, ações e principalmente disposição em sociedade, analisam as posições que encontram-se localizadas “fora da curva”, fora do padrão e realizando  procedimentos que são prejudiciais a si, prejudiciais a terceiros e que transformam a mentalidade modificando condutas, modos e atitudes. 

Comportamentos são caracterizados e disseminados de acordo com suas  semelhanças, possuindo um diagnóstico. Para caracterizar tais diagnósticos, é  realizada uma análise completa por profissionais da área. 

Podem caracterizar-se como síndromes, patológicas e transtornos, que  são diagnosticados baseados em uma completa análise comportamental, psicológica e psicanalista do indivíduo, em um longo processo realizado por  profissionais.

As denominações desses diagnósticos são baseadas em estudos e análises, que lhe atribuíram suas nomeações, características, modo de investigação e propriamente o seu tratamento (resolução). Uma das síndromes mais conhecidas e com grande influência na vida do indivíduo e principalmente  para com a sociedade, é a “Síndrome de Peter Pan”. 

O que é a denominada “Síndrome de Peter Pan?” 

A Síndrome de Peter Pan é um diagnóstico de comportamento e mentalidade que possui como fundamento: posicionamentos, atuações, pensamentos e noção de responsabilidades que não se desenvolvem no período  correto de amadurecimento e chegada da fase adulta; período no qual os indivíduos passam a possuir responsabilidades, compromissos e posicionamentos referentes à fase adulta.  

O momento no qual a Síndrome de Peter Pan foi denominada como um diagnóstico psicológico e comportamental, foi no período posterior à publicação do livro “Síndrome de Peter Pan: O homem que nunca cresce” pelo escritor e  psicólogo americano, Dr. Dan Kiley, publicado no ano de 1983. 

A publicação  desse livro trouxe um questionamento perante o comportamento e a mentalidade  de indivíduos que indiretamente ou diretamente “negam-se” a agir e cumprir responsabilidades da fase adulta. Ainda atualmente, não é considerada uma  patologia, apenas uma síndrome comportamental.  

A referência da denominação do nome da Síndrome, atribui-se ao  personagem dos contos de fadas das histórias infantis, o Peter Pan. Peter Pan  é um personagem que vive na Terra do Nunca, entre fadas, piratas, magia e diversão, e com isso nega-se a crescer, nega-se a tornar-se um homem adulto,  levando em consideração que quando torna-se homem, perderá os privilégios de criança e deverá priorizar suas responsabilidades.

A Síndrome de Peter Pan trata-se de indivíduos que desejam ser como Peter Pan, nunca crescer e nem  amadurecer psicologicamente enquanto adulto.  

O que causa a Síndrome de Peter Pan? 

A Síndrome de Peter Pan não é considerada uma patologia, ou seja, não é uma doença psicológica. Mas sim, caracterizada por manifestações de comportamento e mentalidade, no qual foram observadas, analisadas e  estudadas pelo psicólogo Dr. Dan Kiley (escritor e desenvolvedor do livro).

A  então causa da Síndrome, é caracterizada pelos traços de personalidade de imaturidade psicológica e narcisismo, que por sua vez podem sofrer influência  da criação e relacionamentos com a família. 

A família do indivíduo quando cria um contexto e um ensinamento de superproteção, sem firmeza, com excesso de permissividade (excesso de “perdão” às falhas e erros, nos quais o indivíduo nunca é responsabilizado pelos  seus atos), não impulsionam o progresso acadêmico e profissional, influenciam o comodismo, e no caso de filhos do gênero masculino, a família revigora a ideia de figura feminina como a única figura de compromisso e responsabilidade em  um relacionamento. 

Esse tratamento, essa criação e esse posicionamento no qual a família  fornece ao indivíduo, impulsiona uma ideia no qual socialmente o mesmo deve  se posicionar de uma maneira sempre infantilizada, sempre com outros realizando suas obrigações, compromissos e sendo responsabilizados pelos  seus atos, assim como acontece na fase da infância.

Além da influência da  família, alguns traços de personalidade e transtornos podem acarretar a síndrome, principalmente: ansiedade, conflito relativo ao papel sexual e insatisfação consigo mesmo.  

Quais os sintomas da síndrome de Peter Pan? 

A Síndrome de Peter Pan se manifesta como um indivíduo que não consegue assumir seus compromissos, responsabilidades e posicionamento de adulto, que não consegue desenvolver uma carreira profissional, atribuir ações de chefe de casa (tomar decisões relevantes para uma casa), se sente inferior, sente ansiedade em tomar decisões importantes e sente dificuldade em manter relacionamentos saudáveis e responsáveis, tanto em seu círculo social, quanto no familiar e amoroso.  

Essa condição pode ser manifestada em mulheres? 

A condição da Síndrome de Peter Pan é mais comum em indivíduos do  gênero masculino, devido principalmente à uma cultura social no qual insere os homens em um contexto de que, são seres incapazes de assumir responsabilidades, assumir suas falhas e aprenderem com as mesmas e serem  cuidadores e educadores de indivíduos. Para que tudo seja um fardo carregado  apenas pelas mulheres, devido ao sistema machista de opressão ao gênero feminino.  

Entretanto, quando trata-se da criação familiar, a mesma pode impor essa “ideologia” para as suas filhas mulheres, impondo-a em uma bolha e uma zona  de conforto que impede seu amadurecimento psicológico, além de claro, os “sintomas” podem ser traços de personalidade em qualquer indivíduo, a ideia de  “não crescer” pode estar presente no contexto de criação de mulheres também,  apesar de ser menos comum, uma vez que socialmente, as mulheres assumem  responsabilidades e compromissos “mais cedo”, ou seja, mais jovens.  

A Síndrome de Peter Pan pode ser uma condição que influencia nos  relacionamentos?

A influência da Síndrome de Peter Pan pode afetar diretamente  relacionamentos, principalmente quando trata-se de relacionamentos amorosos.  Uma vez que um indivíduo que é isento de compromisso e que não assume seus  erros e falhas, o mesmo deposita no outro todas as suas responsabilidades, toda  a posição que deveria ser uma divisão no relacionamento.

Sendo ainda mais  evidente, quando há um compromisso de filhos, casa e dívidas, pois toda a  responsabilidade será dada ao companheiro (a), isentando totalmente o outro. 

Como lidar com pessoas com síndrome de Peter Pan?

O melhor jeito de lidar com indivíduos que possuem esse diagnóstico é  impulsioná-lo a procurar um profissional, um psicólogo.

Trazer uma noção de  que suas atitudes não estão corretas e que o mesmo precisa procurar uma ajuda  para que o especialista o auxilie a entender sua condição, para que então haja o tratamento e o desenvolvimento de um amadurecimento.

O que não é nunca  indicado é persistir em assumir compromissos e responsabilidades desse indivíduo, isso impulsiona sua zona de conforto, persistindo como um eterno “Peter Pan”. 

Qual é o método possível de tratamento da Síndrome de Peter Pan? 

O método de tratamento para essa Síndrome, é realizar um  acompanhamento com um profissional da área, o psicólogo. O mesmo irá  analisar todo o contexto familiar, de criação, os traços da personalidade, seu  círculo social e irá realizar um tratamento direcionado para o paciente, focado  em suas particularidades e necessidades.

O apoio da família e amigos em  impulsionar seu amadurecimento psicológico será fundamental, todos devem  estar envolvidos nesse processo, garantindo que o mesmo deva persistir no  tratamento, para enfim, “crescer”. 

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